Para fundar uma ONG, qualificá-la como OSCIP, realizar seu planejamento e captar recursos, além do estabelecimento de uma gestão integrada, esses arquivos podem ser muito úteis:
http://www.4shared.com/document/i5jyoWN-/Manual_de_ONGs.html
http://www.4shared.com/document/HH88mFnX/Gestao_Integrada_de_Organizaco.html http://www.4shared.com/document/DByvdMZE/CARTILHA_OSCIP.html http://www.4shared.com/document/78GSty5c/MATRIZ_OBJETIVA_DE_GESTAO_INTE.html
BOA SORTE E SUCESSO!
Sexta-feira, Julho 30, 2010
Sexta-feira, Julho 16, 2010
MODERNO sistema de monitoramento do trânsito em Natal congela o tempo!
Anunciado com alarde pela comunicação social da Prefeitura como o mais moderno sistema de monitoramento do trânsito do Brasil, o sistema parece ter a propriedade mágica de congelar o tempo. Questionado quando da publicidade sobre o acesso aos links das câmeras de monitoramento do trânsito, on-line, de Natal, via twitter, o Secretário Jean Valério explicou que se tratavam de frames das câmeras. Importante projeto, diga-se de passagem, e "plausível" nas palavras da rainha do twitter, precisa funcionar da forma como é prometido para que tenha efeito prático e efetivo sobre a vida das pessoas. Melhor seria se links diretos com imagens das webcams fossem disponibilizados, como o são nas modernas cidades, mas estamos engatinhando. Vejam no link abaixo, o arquivo com as fotos que motivaram nosso comentário e que geraram indisposição. Que fique claro que somos à favor da modernização, mas contra a mentira e a incompetência.
http://www.4shared.com/document/ml_1dn3l/TransitoNatalIMAGENS.html
COMPROVADO: sistema é mesmo revolucionário....15 dias depois, volto às mesmas câmeras(Hermes da Fonseca com Alexandrino de Alencar) para constatar que o "mais moderno(e diga-se de passagem, deve ter sido também caro) sistema de monitoramento de trânsito do Brasil" CONGELA mesmo o tempo, e dá três diferentes imagens num mesmo horário em hora, minuto, e segundo iguais(às 14:00:23 do dia 30/07/2010)! E já havíamos acima demonstrado o inverso, que uma mesma imagem foi mostrada em diferentes horários, às 12:25:26 e 12:40:28, e às 20:30:25 e 20:45:26, sendo estas últimas com luz do dia em plena noite natalense!!! Veja abaixo as novas imagens, e preste atenção na hora das câmeras. Não dá para acreditar na INCOMPETÊNCIA da Prefeitura?! E somos NÓS quem pagamos a conta.
COMPROVADO: sistema é mesmo revolucionário....15 dias depois, volto às mesmas câmeras(Hermes da Fonseca com Alexandrino de Alencar) para constatar que o "mais moderno(e diga-se de passagem, deve ter sido também caro) sistema de monitoramento de trânsito do Brasil" CONGELA mesmo o tempo, e dá três diferentes imagens num mesmo horário em hora, minuto, e segundo iguais(às 14:00:23 do dia 30/07/2010)! E já havíamos acima demonstrado o inverso, que uma mesma imagem foi mostrada em diferentes horários, às 12:25:26 e 12:40:28, e às 20:30:25 e 20:45:26, sendo estas últimas com luz do dia em plena noite natalense!!! Veja abaixo as novas imagens, e preste atenção na hora das câmeras. Não dá para acreditar na INCOMPETÊNCIA da Prefeitura?! E somos NÓS quem pagamos a conta.
Terça-feira, Maio 25, 2010
Crianças atendidas por programa social serão levadas à Expo Xangai
Jovens participam de ações de valorização da natureza em Porto Alegre
Meninos que participam da Ação de Governança Vela Social se preparam para navegar por universos nunca imaginados. Em 13 de junho, um grupo formado por três coordenadores e dois adolescentes do projeto irá mostrar ao mundo o exemplo da articulação entre comunidade, empresariado e poder público que tem beneficiado jovens em situação de vulnerabilidade social.
O critério de seleção foi o envolvimento no Vela Social e o desempenho escolar, conforme informações da assessoria de imprensa da Prefeitura de Porto Alegre. O projeto envolve atualmente cerca de 60 meninos com idades entre 8 e 14 anos, mas por lá já passaram mais de 700 crianças.
O objetivo do Vela Social é ensiná-los a velejar e também a valorizar a natureza e o meio ambiente no qual vivem, o bairro Belém Novo. Propostas de cuidados com a natureza, como plantação de mudas, limpeza do Rio Guaíba e a pescaria como opção para subsistência também são trabalhados pelos educadores.
Desenvolvimento sustentável
Com apoio financeiro da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), um dos parceiros da iniciativa, eles embarcam para a China e levam à Expo Xangai os atores de um dos cinco projetos de Governança selecionados para a feira mundial como exemplo de cidade que pratica um novo jeito de implementar políticas públicas e promover o desenvolvimento local sustentável.
Sérgio Binato Pacheco, navegador que deu início ao projeto em 2005, ainda de forma autônoma e desarticulada, comemora o reconhecimento do Vela Social e as conquistas obtidas ao longo dos anos.
— Essa visibilidade que o projeto teve na Expo Xangai é o grande prêmio destes anos de trabalho — avalia. A emoção de Maicon Cunha dos Santos, 15 anos, e Maikou Pinto, 13 anos, de irem à Expo Xangai é percebida nos planos já feitos para a inesperada viagem.
— Nunca pensei que eu fosse para a China — comemora Maikou.
ZEROHORA.COM
São exemplos como esse que nos fazem ter certeza de que realmente vale à pena!
A felicidade não é questão de ter ou de ser! A Felicidade é questão de se ter objetivos e buscar alcançá-los. Sem isso, nada feito!
Veja que nos disse Sérgio Binato sobre os esforços de Governança solidária Local em 2006:
Comentário do Binato:
certeza que foi o grande passo que demos para quem sabe sermos um dos maiores projetos Sociais de país, assim espero. Muito obrigado por ter tido a oportunidade de poder aprender com vcs e sempre que posso faço meus comentários rasgando elegios ao Programa de Governaça Solidária Local de Porto Alegre, que foi por onde iniciamos uma nova trajetória de trabalho e profissionalismo. Bons ventos e muito sucesso!" |
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Sábado, Maio 01, 2010
Construir sem demagogia, por Fernando Henrique Cardoso*
Época de campanha eleitoral é propícia à demagogia. Pode servir também para a construção de um país melhor se os líderes políticos tiverem grandeza. O embate entre PSDB e PT já dura 17 anos, desde o governo Itamar, quando iniciamos o Plano Real. É tempo de reavaliar as diferenças e críticas recíprocas. Os mais destacados economistas do PT daquela época, Maria da Conceição Tavares, Paul Singer e Aloizio Mercadante, martelaram a tecla de que se tratava de jogada eleitoreira. Não quiseram ver que se tratava de um esforço sério de reconstrução nacional, que aproveitou uma oportunidade de ouro para inovar práticas de gestão pública e dar outro rumo ao país. Como tampouco haviam visto que, por mais atribulada que tivesse sido a abertura da economia, sem ela estaríamos condenados à irrelevância em um mundo que se globalizava.
A mesma cegueira impediu que se avaliasse com objetividade o esforço hercúleo para evitar que o sistema financeiro se desfizesse por sua fragilidade e pela voragem dos ataques especulativos. Proer, Proes e o respeito às regras da Basileia foram fundamentais para alcançar as benesses de hoje. Passamos pelo penoso aprendizado do sistema de metas para controlar a inflação e aprendemos a usar o câmbio flutuante, sujeito – como deve ser – à ação corretora do BC. Esses processos, a despeito de críticas que lhes tenham sido feitas no passado, constituem agora um “patrimônio comum”. O mesmo se diga sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, que foi duramente criticada pelo PT e aliados e, hoje, é indiscutida, embora nem sempre aplicada com o rigor necessário. Isso revela amadurecimento do país.
Na área social, o tripé correspondente ao da área econômica se compõe de: aumentos reais do salário mínimo, desde 1993; implementação a partir de 1997 das regras ditadas pela Lei Orgânica de Assistência Social, atribuindo uma pensão aos idosos e às pessoas com deficiências físicas de famílias pobres; por fim, bolsas que, com nomes variáveis, vêm sendo utilizadas com êxito desde o ano 2000. Esses programas, independentemente de que governo os tenha iniciado ou melhorado, tiveram o apoio de todos os partidos e da sociedade.
Infelizmente, nem em todas as áreas é assim. Sob pretexto de combater o neoliberalismo, joga-se no mesmo balaio toda política que não seja de idolatria ao “capitalismo de Estado”, como se essa fosse a melhor maneira de servir ao interesse nacional e popular. Tal atitude revela um horror à forma liberal de capitalismo e à competição. Prefere-se substituir as empresas por repartições públicas e manter por trás delas um partido. No lugar do empresário ou da empresa a quem se poderia responsabilizar por seus atos e erros, coloca-se a burocracia como agente principal do desenvolvimento econômico, tendo o Estado como escudo. Supõe-se que Estado e povo, partido e povo, ou mesmo burocracia e povo têm interesses coincidentes. Outra coisa não faziam os partidos totalitários na Europa, os populistas na América Latina e as ditaduras militares.
Qualquer neófito sabe que sem Estado organizado não há capitalismo moderno nem sociedade democrática. Não se trata, portanto da oposição infeliz e falaciosa de mais mercado e menos Estado nem de seu contrário. Na prática, o neoliberalismo nunca prevaleceu no Brasil, nem depois do golpe de 1964, quando a dupla Campos-Bulhões reduziu a ingerência estatal para permitir maior vigor ao mercado. Mais recentemente, com a maré de privatizações iniciada no governo Sarney (com empresas siderúrgicas médias), prosseguida com Collor e Itamar (este privatizando a Embraer e a simbólica Siderúrgica Nacional) ou em meu governo (telecomunicações, Rede Ferroviária Federal e Vale do Rio Doce), o que se estava buscando era tirar das costas do Tesouro o endividamento crescente de algumas dessas empresas produzido pela gestão burocrática sob controle partidário e dotá-las de meios para se expandirem. Passaram a crescer e o Tesouro a receber impostos em quantidade maior do que os dividendos recebidos quando essas empresas eram formalmente “estatais”. Mas o gasto público continuou a se expandir e o papel do governo nas políticas econômicas e na regulação continuou essencial.
Os resultados da nova política estão à vista. Algumas dessas empresas são hoje atores globais, marcos de um Brasil moderno internacionalmente respeitado. Outra não foi a motivação para transformar a Petrobras, o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica em empresas saneadas e competitivas, sem que jamais governo algum cogitasse de privatizá-las. Foram dotadas da liberdade necessária para agirem como empresas e não como extensão burocrática dos interesses políticos. Essa é a verdadeira questão e é isso que continua em jogo: prosseguiremos nesta trilha, mantendo as agências regulatórias com a independência necessária para velarem pelos interesses do investidor e do consumidor, ou regrediremos?
Na prática, o governo Lula se envaidece, como ainda agora, de que o Banco do Brasil ou a Petrobras atuem como global players. Não retrocedeu em qualquer privatização, começou a fazer concessões das rodovias, cogita fazer o mesmo com os terminais aéreos, chega a simular um leilão para a concessão de Belo Monte, com o cuidado de dar (pra inglês ver, é verdade) a maioria do controle a empresas privadas. Por que, então, não deixar de lado a ideologia e o uso da pecha de neoliberal para desqualificar os avanços obtidos dos quais é usufruidor?
Se esse passo for dado, o debate eleitoral poderá concentrar-se no que realmente conta: a preparação do país para enfrentar o mundo atual, que é da inovação e do conhecimento. As diferenças entre os contendores recairão sobre a verdadeira questão: queremos um capitalismo no qual o Estado é ingerente, com uma burocracia permeada por influências partidárias e mais sujeita à corrupção, ou preferimos um capitalismo no qual o papel do Estado permanecerá básico mas valorizará a liberdade empresarial, o controle público das decisões e a capacidade de gestão?
Fonte: Zero Hora, 02/05/2010.
Sábado, Abril 24, 2010
Marina resgata espírito da democracia.
A saída de Ciro e o retrocesso democrático
Postado em 23/04/2010 por Marina | Categoria(s): Geral
Qual o sentido político da democracia? É a liberdade de escolha bem informada. Numa eleição em dois turnos, como a presidencial, o primeiro foi concebido para oferecer ao eleitor um leque de alternativas políticas. A partir da diversidade de idéias e do debate entre elas, compete ao cidadão escolher as que entende serem as melhores para si e para o país.
É particularmente perverso que esse processo, que está no cerne da democracia, seja instrumentalizado para impedir abalos na manutenção de projetos de poder. Não é admissível que se queira manipular o direito de escolha por meio da redução forçada do leque de opções.
Assistimos agora, com o veto à candidatura de Ciro Gomes, a uma expressão exemplar desse tipo de intolerância democrática. É fácil prever que os mesmos grupos que trabalharam para tirar Ciro da disputa presidencial tentarão agora assimilá-lo.
Os que costumam agir dessa maneira são aqueles que têm dificuldade em transformar a visão democrática em ação e não admitem a alternância de poder. Primeiro, buscam eliminar os adversários que querem disputar legitimamente a preferência dos eleitores. Depois, tentam se colocar como o único hospedeiro possível para que os expurgados consigam sobreviver na vida pública.
Aquele que foi empurrado para fora do processo passa então a ser apontado como bom companheiro, patriota, desde que aceite ser assimilado por aqueles que articularam o seu expurgo.
Perde o país, perde a democracia.
Domingo, Abril 11, 2010
A Governança nossa de cada dia
Tenho falado muito e escrito pouco sobre "Governança". Tenho notado que a idéia-força custa a ser entendida. Tenho minhas sinceras dúvidas de que o principal problema não seja o de falta de entendimento, mas o contrário, de plena compreensão e apreensão relativas à forma tradicional de fazer política e a consequente defesa das atuais práticas de se governar. Vejamos como age uma liderança política tradicional: ao auto-entitular-se "liderança", o indivíduo busca logo aproximar-se de algum poderoso de plantão, que ao dar-lhe atenção, estabelece um vínculo de cliente-servidor. O funcionário público, o médico, advogado, jornalista, policial, merendeiro, etc, etc, etc, atende dentro de suas possibilidades a demanda trazida e estabelece uma ligação de favor com o(a) beneficiário(a). Quando de passagem por sua residência ou trabalho, quando nos encontros em momentos festivos ou em vias públicas, a relação é restabelecida, e se há um novo elemento nas proximidades, o favor inicial é multiplicado, fazendo-se menção ao obtido e logo em seguida, inconscientemente, reforçando-se a capacidade de mais favores e de mais retribuições, ao ampliar-se a rede de potenciais favorecido(a)s, ainda que sob promessas. Assim se constrói, dia-a-dia, no cotidiano, o chamado clientelismo, que nas eleições se adjetiva de político, trocando "favores/amizades" por reconhecimento e votos em retribuição ao recebido. "É meu amigo", "esteve lá em casa", "tomou café na minha cozinha", "apertou minha mão", "é gente boa", essas e outras expressões representam a importância e o valor do voto no imaginário popular. Nada de mais, diriam os "normais", quando se recebe um favor deve-se moralmente retribuí-lo. Concordo, mas o problema é que o favor é feito com algo que não é propriedade de quem o realiza, mas do(a) próprio(a) necessitado(a), que, ao desconhecer as fontes, as informações necessárias para sozinho(a) alcançar seu direito, os caminhos, os processos e rotinas para obtenção daquilo que já é seu, opta pelo atalho sugerido pelo conhecido(a) que lhe oferece "ajuda". É certo que é obrigação de todo(a) vereador(a) oferecer ajuda aos seus eleitores, mas tal ajuda deve apenas ser oferecida quando dela se tratar o bem e o interesse público, e nunca o privado e o particular, haja vista se tratar a Política de "res publica", ou seja, de coisa pública, cujo interesse dá-se além e acima dos interesses privados e particulares. Uma conta a pagar, uma cirurgia a fazer, um emprego a se encaminmhar, nada disso é um favor realizado, mas um direito adquirido, constitucionalmente previsto e proposto, e pela qual tod(a)s já pagaram ou terão de pagar com dinheiro, impostos, ou com seu próprio trabalho, nada se devendo em troca, a quem a(o)s ofertou. Muito menos, deve o(a) beneficiado(a) o seu voto em retribuição. O oposto também é válido, um voto "comprado" ou obtido por um "favor", já foi pago, e seu representante eleito, nada lhe deve em retorno, muito menos um mandato decente e comprometido com os interesses gerais da população. Quanto mais pensamos e agimos assim, trocando favores por votos, mais nos distanciamos de uma cidadania capaz de planejar de forma participativa, os objetivos comuns capazes de mobilizar a sociedade, seja na rua, no bairro, ou na cidade, na direção da autonomia e do desenvolvimento, refletido nas capacidades de resolução dos problemas enfrentados e no aproveitamento das oportunidades existentes, essas capazes de transformar os destinos em direção à felicidade. Desenvolvimento como Liberdade. Desenvolvimento como felicidade. Governança, como caminho e estratégia política capaz de promovê-las.
Domingo, Março 07, 2010
Blog do Josias
O discurso de Marina Silva é um ‘convite’ à reflexão
Clayton

Candidata à presidência a bordo do minúsculo PV, Marina Silva injetou no debate sucessório o tema mais relevante já abordado até agora: a governabilidade. Marina diz que, se fosse eleita, promoveria um “realinhamento histórico”. Governaria "com os melhores do PSDB e os melhores do PT". Para ela, "enquanto o PT e o PSDB não conversarem, vai ficar muito difícil assegurar uma governabilidade”.
Corta para o ano de 1978. Fervilhava uma atmosfera de abertura política, conduzida pelo genral Ernesto Geisel. Na região do ABC paulista, a cena sindical era sacudida por líder irrequieto: Lula. Era um Lula diferente do atual, sem engajamento partidário. O Lula de então espantava os líderes políticos tradicionais com seus desafios às estruturas ideológicas convencionais. Naquele mesmo ano, um professor universitário de verniz esquerdista foi convencido a disputar uma cadeira no Senado: Fernando Henrique Cardoso. Deu-se numa reunião na casa do amigo José Gregori. Presentes, Francisco Weffort, Plínio de Arruda Sampaio e Almino Afonso, ex-ministro de João Goulart. Após duas horas, FHC topou ir às urnas. Precisou da ajuda do amigo Flávio Bierrenbach para descobrir onde funcionava o MDB, partido ao qual se filiaria. FHC obteve 1,27 milhão de votos. Não foi eleito. Mas tornou-se uma novidade da política. Na campanha, fora cortejado por artistas e intelectuais. Melhor: o professor construíra uma ponte entre a academia e o universo sindical comandado por Lula. A despeito da ojeriza que nutria por políticos, Lula atuara como cabo-eleitoral de FHC na porta das fábricas. Um dos coordenadores de boca-de-urna de FHC era um estudante de pós-graduação de economia: Aloizio Mercadante.
Corta para 1992. Sob Fernando Collor, o Brasil se preparava para um plebiscito. O eleitor decidiria entre o presidencialismo e o parlamentarismo. Lula foi ao apartamento de FHC, no bairro paulistano de Higienópolis. Presente, além do anfitrião, Tasso Jereissati, então presidente do PSDB. A trinca pôs-se a discutir os rumos plebiscito que poderia converter o Brasil numa nação parlamentarista já em abril do ano seguinte. Decidiu-se que Lula e Tasso correriam o país em defesa da causa parlamentarista. Iriam às universidades e aos sindicatos. Visitariam os donos de jornais. Fizeram segredo da segunda parte do plano: as viagens serviriam para preparar o terreno da sucessão presidencial seguinte. O PSDB apoiaria a candidatura de Lula. Indicaria o vice. Juntos, PT e PSDB negociariam o nome do primeiro-ministro. Lula e FHC pareciam, então, fadados a fazer política juntos. Na memória de Lula, estava fresca a imagem do tucanato no seu palanque, no segundo turno da sucessão de 1989, que perdera para Collor. Na cabeça de FHC, permaneciam intactos os ideais do professor de 1978, que animara o líder sindical a fazer campanha para ele nas fábricas.
Retorne-se a Marina Silva e à cena de 2010: “Devíamos ser capazes de estabelecer uma governabilidade básica, onde o PT e o PSDB digam: 'Naquilo que é essencial para o Brasil, nós não vamos colocar em risco a governabilidade'. O Brasil é maior que essas picuinhas". Difícil ignorar a verdade escondida atrás das considerações da candidata do PV. Escravos das picuinhas, tucanos e petistas tornaram-se inimigos irreconciliáveis. Somando-se os dois mandatos de FHC ao par de gestões de Lula, PSDB e PT governam o país há 16 anos. Naquilo que realmente importa, a gestão da economia, Lula manteve o que FHC iniciara. Preservou-se a estabilidade que permitiu ao Brasil dar um salto. Porém, a pretexto de assegurar a “governabilidade”, ambos ligaram-se ao que há de mais arcaico na política. Produziram escândalos em série. Hoje, PSDB e PT dedicam-se a esfregar na cara um do outro as perversões que nutriram durante anos. Lula covida ao plebiscito: “Nós contra eles”. Em artigo, FHC aceita o desafio. Mas parece mais empenhado em desqualificar a candidata oficial: “Boneca de ventríloquo”, “autoritária”, etc. A julgar pelas pesquisas, o Brasil será presidido, a partir de 2011, por um tucano, José Serra. Ou por uma petista, Dilma Rousseff. O “realinhamento histórico” de que fala Marina Silva tornou-se coisa utópica, irrealizável. Arma-se a continução da gincana de lama. Cedo ou tarde virá um novo mensalão.
Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010
SUSTENTABILIDADE: ECONOMIA DE BAIXO CARBONO = NÃO DESPERDIÇAR!
Transcrevo abaixo,um trecho do livro “Capitalismo Natural” de Paulo Hawen, Amory Lovins e L. Hunter Lovins, que transcrevem as idéias de um estudo chamado “Lean Thinking”, que acredito ter melhor tradução como “Pensamento Enxuto” em analogia ao método/cultura Toyota de produção.
“(...)Um interessante estudo de caso mostra a complexidade do metabolismo industrial no livro Lean Thinking [O Pensamento Estéril], de James Womack e Daniel Jones, que acompanha a origem e a trajetória de uma lata de Coca-Cola inglesa. Fabricação da lata resulta mais custosa e complicada que a da própria bebida. A bauxita é extraída na Austrália e transportada para um separador, que, em meia hora, purifica uma tonelada de minério, reduzindo-a a meia tonelada de óxido de alumínio. Quando acumulado em quantidade suficiente,o estoque é embarcado em um gigantesco cargueiro que o leva à Suécia ou à Noruega, onde as usinas hidroelétricas fornecem energia barata. Depois de um mês de travessia de dois oceanos, ele passa outros dois meses na fundição. Ali, um processo de duas horas transforma cada meia tonelada de óxido de alumínio em um quarto de tonelada de metal alumínio em lingotes de dez metros de comprimento. Estes são tratados durante quinze dias antes de embarcar para as laminadoras da Suécia ou da Alemanha. Lá, cada lingote é aquecido a quase quinhentos graus Celsius e prensado até atingir a espessura de 0,30 centímetros. As folhas resultantes são embaladas em rolos de dez toneladas e transportadas a um armazém e, depois, a uma laminadora a frio do mesmo país ou de outro, onde voltam a ser prensados até ficar dez vezes mais finas e prontas para a fabricação. O alumínio é, então, enviado à Inglaterra, onde se moldam as folhas em forma de latas que, a seguir, são lavadas, secadas, esmaltadas e pintadas com a informação específica do produto. Depois de laqueadas, rebordadas (ainda não têm tampa), recebem uma camada protetora interna, que evita que o refrigerante as corroa, e passam pela inspeção. Colocadas em paletes, são erguidas pelas empilhadeiras e ficam armazenadas nas prateleiras. No momento do uso, são transportadas até a engarrafadora, onde as lavam e limpam uma vez mais e as enchem de água misturada com xarope aromatizado, fósforo, cafeína e gás de dióxido de carbono. O açúcar vem das plantações de beterraba da França depois de passar pelo transporte, a usina, a refinação e o embarque. O fósforo, originário de Idaho, nos Estados Unidos, é extraído em minas profundas – processo esse que também desenterra o cádmio e o tório radioativo. As empresas de mineração consumem permanentemente a mesma quantidade de eletricidade que uma cidade de 100 mil habitantes a fim de dar qualidade alimentar ao fosfato. A cafeína vai da indústria química para o fabricante do xarope na Inglaterra. As latas cheias, depois de vedadas com uma tampa pop-top de alumínio em um ritmo de 1.500 por minuto, são embaladas em caixas de papelão com as mesmas cores e esquemas promocionais. Estas foram feitas com polpa de madeira oriunda de qualquer lugar, da Suécia à Sibéria e às antigas florestas virgens da Colúmbia Britânica, que são o hábitat dos ursos pardos, dos cachorros-do-mato, das lontras e das águias. Uma vez mais empilhadas em paletes, as latas são transportadas ao armazém de distribuição regional e, pouco depois, ao supermercado, onde normalmente as compram em três dias. O consumidor adquire 350 mililitros de água com açúcar colorida com fosfato, impregnada de cafeína e aromatizada com caramelo. Beber a Coca-Cola é questão de alguns minutos; jogar a lata fora, de um segundo.(...)
(...) Todo produto que consumimos tem uma história oculta semelhante, um inventário não escrito de material, recursos, e impactos. É também acompanhado pelo desperdício gerado por seu uso e disposição.(...)”
E nem se levou em conta os processos de uso e ocupação do solo, uso de água, resíduos sólidos, líquidos e gasosos dos processos produtivos, ou a origem e os custos ambientais da matriz energética. Portanto, é disso que se trata a Economia de Baixo Carbono, a Sustentabilidade, o repensar o Desenvolvimento. É a favor deste repensar que estão os VERDES e a candidatura de Marina Silva à Presidência da República do Brasil.
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Desenvolvimento e Sustentabilidade
Sexta-feira, Dezembro 04, 2009
Inovação Social e Desenvolvimento: um caminho para o futuro
Uma nova perspectiva se abre para o trabalho dos Cientistas Sociais na esfera produtiva, nos governos, e no terceiro setor. É a inovação. Vários conceitos, de vários pontos de vista se colocam para tentar dar ares acadêmicos aquilo que nos diferencia desde o surgimento da humanidade, enquanto seres culturais inovadores. Há quem diga que a primeira grande inovação surgiu quando algum antepassado nosso decidiu não temer o fogo e tentou "tocá-lo" sem queimar-se usando alguma "ferramenta", um galho ou um osso, e percebeu que o instrumento se modificava e que poderia reter o fogo e transportá-lo, até sua domesticação que gerou aquecimento e o cozimento dos alimentos, modificando toda a nossa evolução como espécie. Também inovamos quando domesticamos pela necessidade de alimentação de cada vez mais indivíduos, seja pelas limitações climáticas seja pelo crescimento vegetativo, plantas e animais necessários ao nosso sustento. Inovamos na habitação, que passou de "tocas naturais" a casas com telhados, inovamos ao colocá-las umas sobre as outras nas cidades poupando território, enfim, somos definitivamente seres inovadores. Mas o que é inovação afinal? Gosto de minha definição simples, direta, clara, e objetiva: inovar é fazer diferente aquilo que faça a diferença! Enfim, a inovação não é apenas mudança, mas a transformação da maneira de fazer as coisas e do padrão da organização, anterior a sua introdução, produzindo ganhos. Nos mercados isso significa a criação de novas oportunidades e não apenas o aproveitamento das existentes. Significa, por exemplo, mesclar o teatro com o circo e superar os altos custos dos animais e o baixo preço dos ingressos, e conquistar para além do tradicional público infantil, os adultos sonhadores, como o fez o Cirque Du Soleil ao inovar na arte circense. Significa transformar o mercado quase inelástico do setor aéreo, numa opção comparável ao automóvel como fizeram a Southwest Airlines nos EUA e sua cópia brasileira, a Gol Linhas Aéreas, o nosso ônibus de asas. Ou como fizeram os Stúdios Pixar no mundo da animação, unindo tecnologia e criatividade, dando-a uma terceira dimensão, ou a Starbucks que encarou a venda de cafés como um estilo de vida e não como um simples produto corriqueiro (aliás, o café é péssimo, pelo menos para o gosto brasileiro). E tantos outros exemplos, como o que tentamos fazer com o conceito de Governança em Porto Alegre e em Natal, e com as metodologias de desenvolvimento local no terceiro setor, da Gestão Compartilhada de APLs - Arranjos Produtivos Locais, Brasil afora, ou como no conceito de FIB - Felicidade Interna Bruta em detrimento do PIB - Produto Interno Bruto como índice norteador dos esforços desenvolvimentistas, visando a felicidade ao invés do dinheiro, que já é tentado no Bhutão e que chama a atenção do PNUD para as próximas décadas pós "Objetivos do Milênio". Estamos entrando na era das idéias, onde "produzir" apenas produtos deixa de ser relevante, pois a China mostra ao mundo que é possível fazer de tudo, de maneira simples, barata, e rápida. Produtos passam a ser não apenas produtos, mas idéias, estilos de vida, modelos mentais conformadores dos padrões de consumo, representam, enfim, a "culturalização" das mercadorias. O consumo atingiu seu estado de "arte". A imagem vale mais que o real. A marca se sobrepõe ao produto. Disputar mercados nesse contexto é lutar como feras por um pedaço cada vez menor de alimento. Inovar significa encontrar o nicho, aquela "fatia" que ampliada e favorecida pelas redes sociais e pelas tecnologias de informação e comunicação, consegue ganhar escala e gerar riqueza. Aliás, "fatiar fino" e perceber as sutilezas das diferenças dos padrões de consumo passou a ser a regra na busca de novos mercados. Para ser capaz de inovar é preciso ser capaz de quebrar paradigmas, de pensar lateralmente, de romper as amarras do conhecimento compartimentalizado das disciplinas. É preciso formação eclética e visão ampliada. É preciso, perceber, sentir, ver de outra forma, e enfim, inovar. Os cientistas sociais têm, se assim perceberem, uma vantagem adicional nessa corrida inovadora, onde a cultura e as realidades locais são as matérias-primas dos produtos e dos mercados, que passam a coexistir numa lógica de espaço-fluxo, criadores-criaturas, forma-conteúdo, produto-consumo, ou consumo-produto. Trabalho agora, como Consultor Sênior de um Projeto Nacional do SEBRAE, em Pernambuco, com 10 ALI - Agentes Locais de Inovação, em 07 setores da economia: turismo e gastronomia, construção civil, gesso, tecnologia da informação e comunicação, móveis, e panificação, que têm o desafio de dentro das amarras de um projeto institucional com limitações na percepção do conceito ampliado de inovação e suas implicações na corporação, introduzirem uma cultura inovadora nas pequenas e micro empresas visando sua sustentabilidade. Sustentabilidade esta entendida como a introdução de elementos inovadores em gestão, nos processos, nos produtos e serviços, capazes de aumentar o faturamento e de favorecer sua sobrevivência no cenário competitivo traçado, através da diferenciação inovadora, seja em valor, seja na descoberta de novos negócios e nichos de mercado ainda inexplorados. É curioso ao falar sobre inovação, ver empresas se auto-proclamarem como inovadoras sociais. A 3M é um exemplo do que digo, dentre outros tantos centros difusores da inovação como o Innocentive(laboratório mundial de "cérebros"), Ninesigma, InnovationSeed, IDEO(design), etc. A inovação deverá estar na pauta das discussões sobre negócios e nas discussões sobre as reformas curriculares pelos próximos anos, assim como o gerenciamento de projetos e o empreendedorismo, começaram a figurar como assuntos a serem levados em conta na formação acadêmica dos futuros ocupantes dos postos de trabalho. O que fazemos aqui, é apenas antecipar o debate e chamar a atenção para os rumos a serem seguidos na direção da empregabilidade dos nossos pares, os cientistas sociais. Esperamos contribuir, através da nossa Federação Nacional dos Sociólogos, para que possamos unir a categoria e pensarmos um grande projeto capaz de inovar na nossa formação e proporcionar aos cidadãos brasileiros uma oportunidade de desenvolvimento de sua cultura inovadora, através de uma "nova política", a política exercida diretamente, pela "Governança Democrática". Uma política capaz de arar o terreno fértil do empreendedorismo e da emancipação econômica das parcelas excluídas desse debate sobre desenvolvimento. Demos aqui, apenas um pequeno passo inicial. Essa é a nossa vontade. Esse é o nosso novo desafio!
Segunda-feira, Setembro 28, 2009
Paulo Araújo - Sociólogo - RESUMO DE CURRÍCULO
Link para o Currículo na Plataforma LATTES:
http://lattes.cnpq.br/3434188687179302
Telefone (84) 9975-5050 - Natal-RN
(84) 9411-0034
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Domingo, Setembro 27, 2009
Porque rio do Pré-Sal!
Deu na Newsweek de 28 de setembro de 2009. Gordon Brown: "My Plan To Save The World" (Meu Plano para Salvar o Mundo), Primeiro-Ministro do Reino Unido. "We must act now" (Nós temos que agir AGORA):
Faltam 11 semanas para a convenção de Copenhagem, nosso ultimato de cooperação para salvar o planeta. Precisamos do LCP - Low Carbon Project (Projeto Carbono Zero). Um acordo forte em Copenhagem é essencial para a recuperação econômica global. Não resta dúvida de que a economia do século 21 será a de baixo-carbono. As economias que abraçarem mais cedo as diretrizes da "descarbonização", serão as maiores beneficiadas economicamente. Maior eficiência energética trará maiores ganhos de produtividade e os recursos economizados na mudança da matriz energética serão redirecionados aos investimentos, e serão mais de 33 trilhões de dólares até 2030, sendo 7 trilhões até 2015 e 10 milhões de empregos. Talvez o mais importante elemento desse futuro de baixo-carbono seja a inovação que acompanha a "descarbonização". Assim como a revolução tecnológica na informação e comunicação foi o maior motor de crescimento nos últimos 30 anos, as transformações para as tecnologias de baixo-carbono, serão responsáveis pela dinâmica das próximas décadas. A estratégia da economia de baixo-carbono tem um tripé: crescimento e emprego sustentados; redução de emissão de gases do efeito estufa; incremento da segurança energética. Estas são as tendências globais. UK, US, Australia, India, China, Japão, todos têm investido na criação de mercados de carbono e na eficiência energética. Pela primeira vez, ano passado, as nações do mundo investiram mais em energias renováveis do que em combustíveis fósseis, que representam investimentos instáveis politicamente e de alto risco econômico. Por todas estas razões acima levantadas é que não consigo aceitar a miopia oitocentista dos defensores do pré-sal pelo pré-sal e rio deles. O mundo todo já dá claramente o seu recado noutra direção: a economia de baixo-carbono. Para os céticos e os defensores da involução pré-salineira darei um exemplo mais didático. Um único automóvel movido a combustíveis fósseis, queima mais da metade desse combustível para gerar calor e desperdiça outro tanto no atrito dos pneus no solo, nos discos de freio, e libera gases na atmosfera, já que a combustão não é completa. Da energia realmente transformada em movimento que é transmitida às rodas pelos eixos parte também se perde no processo. No final dessa conta, a energia útil, aquela revertida em movimento, transporta mais ferro (lataria mesmo, pois um carro pesa mais de quatrocentos quilos, sendo um modelo leve), do que gente. Cerca de apenas 1% dela é que leva proporcionalmente o peso de um ser humano. Nem precisamos falar do sonho que toda essa massa de brasileiros que ascendeu às classes A, B, e C tem de comprar um carro, e se levarmos em conta o hábito de nossa classe média de cada um ter o seu próprio veículo, vamos falar em muito, mas muito desperdício energético mesmo, que por sua vez gera insalubridade ambiental que se multiplica por todo esse círculo industrial vicioso que representa a indústria de artefatos de manutenção e de acessórios automotivos. É realmente uma pena termos de nos esforçar tanto, como militantes verdes, para demonstrar o óbvio. Somos estúpidos quanto se trata de usar bem aquilo que temos, e que em matéria de energia tal desperdício já está provado. Para os desavisados, Petróleo é energia. O maior problema, entretanto, é que somos mais estúpidos ainda por não usarmos aquilo que nos é mais precioso e que nos é dado gratuitamente: o bom senso e a inteligência!
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Desenvolvimento e Sustentabilidade
Sábado, Setembro 19, 2009
Do pré-sal ao pós-carbono (Por Marina Silva*)
A descoberta do petróleo no pré-sal e suas consequências para o Brasil são assuntos de enorme importância, mas estão sendo discutidos de maneira que mais confunde do que esclarece. Os recursos advindos dessa descoberta deveriam ajudar o país a construir os meios para a superação, ao longo do tempo, da dependência das energias fósseis e do modelo de desenvolvimento que elas simbolizam. Que produz bens e riqueza material e também pobreza extrema, degradação dos recursos naturais, poluição, doenças. E se escora em razões que parecem se bastar, sem levar em conta que tornam praticamente inalcançável, para a maioria das pessoas, uma vida digna e saudável.É absurdo não perceber que a nova fonte de petróleo, que ainda será estratégico e indispensável por décadas, deveria servir ao propósito inovador de criar as condições de trânsito para aquilo que se mostra cada vez mais inescapável: uma economia de baixo carbono e uma sociedade pós-ideologia do consumo. Para chegar a esse futuro, é fundamental entendermos hoje como as prioridades se relacionam. Tomemos a educação no Brasil. Precisa estar no topo das prioridades, não apenas para ser um sistema mais eficiente do ponto de vista tradicional, mas, sim, para colocar crianças e jovens em diálogo com os novos paradigmas que serão a marca deste século. Por sua vez, isso depende de pesquisa científica e tecnológica para o desenvolvimento de novos materiais, fontes de energia renovável e práticas produtivas baseadas nos amplos recursos naturais de que o Brasil dispõe. Nessa nova sociedade, a redução da pobreza e das desigualdades sociais será objetivo indissociável da educação de qualidade, da capacidade tecnológica, da sustentabilidade socioambiental, venham os recursos de onde vierem.O ufanismo com os números do pré-sal não pode jogar para debaixo do tapete a necessidade de mitigar a emissão de carbono, ampliando o combate ao desmatamento e os programas de reflorestamento. A novidade, a rigor, só aumenta nossa responsabilidade ética em propor metas obrigatórias de emissão de carbono em Copenhague, no final deste ano. Pré-sal e o papel do Brasil em Copenhague não são assuntos estanques. São a mesma equação, embora a discussão em curso não reflita isso. O desenho de um novo Brasil não pode estar contido na camisa de força da tramitação em regime de urgência do marco legal do pré-sal, feita para contemplar cronogramas políticos e sem a participação da sociedade, essencial porque estamos numa democracia e porque as questões reais precisam ter, pelo menos, chance de vir à tona. * Marina Silva é senadora e ex-ministra do meio ambiente. Artigo publicado originalmente no jornal Folha de S. Paulo de 07-09-2009.
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Desenvolvimento e Sustentabilidade
Domingo, Setembro 13, 2009
A “Reforma Verde”
A Reforma Verde tão desejada por aqueles que acreditam na transformação da sociedade em direção a um mundo sem injustiças, com equidade social, respeito ao meio ambiente, e numa economia justa, passa por uma mudança social profunda, mas principalmente, por uma mudança política. Vivemos a democracia antiga, passamos pelos feudos, criamos o capitalismo, sonhamos com o comunismo, e aspiramos uma sociedade sustentável. A mudança política passa pelo redimensionamento do papel do indivíduo, agora, recolocado no mundo como responsável pelo equilíbrio da própria vida. Nossa primeira morada é o nosso próprio corpo, e primeiro dele devemos cuidar, começando pela manutenção da saúde, que implica em regras básicas de higiene e segurança alimentar, o que nos remete a busca por alimentos em quantidade e qualidade satisfatórias, numa moradia digna, num ambiente saudável e numa família estruturada. O consumo consciente e sustentável, o comércio justo, a agricultura orgânica, a economia solidária, são algumas das experiências concretas que buscam se materializar nessa luta por uma maior qualidade de vida. Nossa segunda morada, antes da própria cidade, estado, pais, ou planeta, é a nossa casa, da qual devemos cuidar e estarmos conscientes quanto aos seus impactos gerados, o que implica também em sermos responsáveis pela escolha do local de construção, dos materiais e técnicas utilizados, das práticas de relacionamento entre patrões e empregados na construção, e pelos resíduos gerados como o lixo e o esgoto, além do tipo e consumo de água e energia. São essas e outras pequenas ações que fazem uma enorme diferença e podem nos aproximar da dita “Reforma Verde”. Podemos cuidar do nosso lixo, separando o orgânico do seco, e exigindo da prefeitura que lhe dê uma destinação final adequada. Isso pode ser feito através de projeto de lei municipal, na câmara de vereadores, e com o apoio à organização de catadores em associações e cooperativas, o que de quebra gera ocupação e renda, afastando do risco social e da violência dezenas de pessoas. Outra atitude é exigir produtos mais saudáveis e comprar àqueles que têm origem na produção coletiva, como os das cooperativas e associações de assentamentos, numa lógica de comércio justo e economia solidária, ajudando assim a afastar da marginalidade e a manter no campo milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais e suas famílias, que sem moradia, renda e ocupação, poderiam vir a constituir a pobreza e a miséria urbanas. Engajar-se, por exemplo, numa luta em defesa de uma causa social ou ambiental, organizar-se em associações, é mais outra forma inteligente de contribuir para a “Reforma Verde”, obrigando ao Poder Público a mudar o foco e a direcionar as políticas públicas para o interesse coletivo. São exemplos disso as organizações de direitos humanos, de defesa ambiental, de combate à DST/AIDS, e as de usuários de água e saneamento. Todas essas mudanças de atitude política podem fazer com que nossas cidades venham de fato a ser sustentáveis e contribuir para que no campo o corrente processo de urbanização não repita os males que agora nos afligem como a segregação sócio-espacial e os respectivos impactos ambientais negativos que nos tornam reféns das nossas próprias atitudes. A cidade sustentável que queremos passa pela discussão do conceito de metrópole, sobre a própria viabilidade desse modelo e dos significados adquiridos em torno da questão, mas principalmente deve dar conta dos padrões de qualidade ambientais desejados e social e politicamente estabelecidos por cada um e cada uma dos seus habitantes. Esse é o nosso principal desafio.
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Desenvolvimento e Sustentabilidade
Entre o Vermelho e o Verde
É preciso que se esclareçam as dúvidas acerca das semelhanças e diferenças das colorações partidárias. O vermelho significa a luta pela superação da desigualdade dos poucos privilegiados da elite sobre os muitos desafortunados no trabalho. A transferência de poder de uma classe para outra, fortalecendo o Estado, agora a serviço dos trabalhadores, representa a tese vermelha da superação da desigualdade, prevalecendo o interesse coletivo. Tal revolução, mudança drástica e repentina no modo de ser e na ordem das coisas, seria dolorosa e sangrenta, o que poderia ser evitado para os moderados de tom azul, amarelo, branco, vermelho, ou mesmo verde, adeptos da mudança por estágios ou fases, através de reformas sucessivas e gradativas. Tais reformas, objeto da discórdia partidária, estariam na base da mudança social na direção da superação das injustiças, ponto em comum no arco-íris partidário. Nenhum conservador seria tão conservador ao ponto de não admitir mudanças, e nenhum progressista seria tão inovador ao ponto de não permitir que se mantivessem as conquistas já consagradas, ou seja, esquerda e direita, não seriam posições tão extremas e absolutas. Aliás, é bom que se esclareça, “à esquerda” era apenas a posição que tomavam os reformadores sociais, os progressistas, cujo número de votos era maioria, durante a revolução francesa, facilitando assim a contagem, estando “à direita” os que minoritariamente votavam nessas questões, classificados supostamente como conservadores, ainda que considerados revolucionários com relação ao regime anterior. O sentido moderno do termo “à esquerda” adquire agora uma postura muito mais radical e estruturante quanto à formação social defendida, seja ela socialista/comunista ou reformista/conservadora, do que àquela da tumultuada conjuntura dos tempos revolucionários. Os socialistas italianos e franceses, por exemplo, seriam muito mais “conservadores” que os socialistas brasileiros de matriz marxista-leninista-stalinista, portanto, mais “progressistas”. Isto posto passemos a avaliar as diferenças e semelhanças entre os vermelhos e os verdes. Para os verdes, o partido é apenas um instrumento da ecologia política a serviço da transformação concreta da realidade social, ou seja, um canal institucional para a ação política em defesa do ambiente sustentável, sem nenhuma pretensão hegemônica ou instrumentalizante, o que os afasta dos vermelhos, e da luta político-partidária tradicional. Já na solidariedade com os excluídos, oprimidos, e discriminados, e na redistribuição de renda, fortalecimento do poder regulador estatal, e na defesa da justiça social, verdes e vermelhos se alinham perfeitamente, diferindo apenas no projeto de sociedade, ao que os verdes chamam de ecodesenvolvimento. Os vermelhos defendem a disputa pela hegemonia na sociedade, representando uma alternativa real de poder, na qual os trabalhadores como classe hegemônica e dominante com seu partido único, contrapondo-se ao capitalismo, instaurariam uma sociedade democrática e socialista. A diferença fundamental que colocam verdes e vermelhos em oposição está no respeito à autonomia, solidariedade, e fraternidade, no internacionalismo ambientalista e na defesa de formas supranacionais de democracia, defendidos pelos verdes, em detrimento à conquista do poder pelo poder, este somente admitido como condição para a execução do Programa Verde de sustentabilidade econômica, social, e ambiental. Estando as cores e as idéias na posição correta, nos cabe agora decidir se somos verdes ou vermelhos, e se queremos o poder pelo poder, ou se realmente defendemos a ecologia política. Que não restem dúvidas aos desavisados e que não pairem sombras sobre o amadorismo político dos amantes do poder, agora travestidos de verde. Façamos logo, a Reforma Verde, e que ninguém amarele!
Segunda-feira, Agosto 31, 2009
Uma definição de Governança
Governança é o resultado da inter-relação dos atores sociais, empresas, cidadãos e suas organizações, e governos, que proporciona ao cidadão-gestor atuar co-articuladamente e operando em rede, visando a implementação de objetivos construídos participativamente dentro duma visão de futuro compartilhada.
Quinta-feira, Agosto 20, 2009
O QUE DIZEM OS COMUNISTAS SOBRE MARINA?
O enigma Marina Silva
O destino da senadora Marina Silva, que anunciou a saída do PT para uma eventual candidatura, pelo PV, à sucessão do presidente Lula, ainda não está claro. A mídia, entretanto, já busca medir seu potencial eleitoral que, na última pesquisa Datafolha, é de 3% das preferências, sobretudo entre os eleitores mais ricos. Mas é cedo para uma avaliação mais precisa, mesmo porque a própria senadora ainda não confirmou sua candidatura, apesar de sinalizar que seguirá esse rumo.
Sua trajetória não pode ser comparada com a de Heloísa Helena, que terminou a disputa presidencial de 2006 em terceiro lugar, com cerca de 6% dos votos; ou com Cristovam Buarque, que ficou com pouco mais de 3% na mesma eleição. Há semelhanças, mas também muitas diferenças entre estes três ex-petistas. Cristovam e Heloisa disputaram a eleição contra Lula; Marina poderá encarnar a anti-Dilma, o que faz uma diferença enorme. Os dois primeiros fizeram uma oposição ao governo pela esquerda. Marina até agora não disse qual será seu caminho. As dúvidas sobre o projeto político que defenderá, que tipo de eleitor vai buscar e a que forças irá se aliar, ainda estão no ar.
Uma avaliação mais cuidadosa da candidatura depende de respostas a algumas questões cruciais. Marina tem compromissos históricos, e notórios, com a agenda ambientalista. Até que ponto vai equilibrá-los com a defesa, necessária, de novo projeto nacional de desenvolvimento? Conseguirá não decepcionar os ambientalistas mais radicais e os santuaristas de plantão? Conseguirá refundar o PV, dando-lhe um conteúdo programático exequível? E conseguirá o PV costurar alianças que garantam estatura a sua campanha? Que tipo de aliança vai privilegiar no primeiro e no segundo turnos? Pela esquerda ou pela direita? Se a segunda hipótese se concretizar, vai dividir o palanque com demos e tucanos, esquecendo seus trinta anos de militância de esquerda? Como vai tratar José Serra: parceiro ou adversário? Aceitará apresentar-se uma anti-Dilma?
Marina é religiosa e, como religiosa, é contra o aborto, a Lei de Biosegurança, e já demonstrou simpatia pela atrasada tese do criacionismo. Ela irá buscar o voto dos crentes com um discurso conservador? Quais as bandeiras políticas, econômicas e sociais do atual governo que irá defender e com quais vai romper? Na hipótese de alcançar a presidência da República, com quais forças políticas irá compor para garantir a governabilidade? Que tipo de relacionamento manterá com os meios de comunicação? Ficará refém deles ou se rebelará contra a agenda neoliberal, conservadora e excludente da mídia hegemônica?
A clareza sobre o tipo de peça que Marina Silva representará no xadrez eleitoral de 2010 depende das respostas a questões como estas. É um enigma cuja solução está entre a mente e o coração da possível candidata, o entusiasmo que demos, tucanos e a mídia conservadora manifestam por sua candidatura, e a trajetória de trinta anos de militância no campo progressista da ex-ministra do Meio Ambiente.
Fonte: www.vermelho.org.br em 20 de Agosto de 2009 - 12h00
O destino da senadora Marina Silva, que anunciou a saída do PT para uma eventual candidatura, pelo PV, à sucessão do presidente Lula, ainda não está claro. A mídia, entretanto, já busca medir seu potencial eleitoral que, na última pesquisa Datafolha, é de 3% das preferências, sobretudo entre os eleitores mais ricos. Mas é cedo para uma avaliação mais precisa, mesmo porque a própria senadora ainda não confirmou sua candidatura, apesar de sinalizar que seguirá esse rumo.
Sua trajetória não pode ser comparada com a de Heloísa Helena, que terminou a disputa presidencial de 2006 em terceiro lugar, com cerca de 6% dos votos; ou com Cristovam Buarque, que ficou com pouco mais de 3% na mesma eleição. Há semelhanças, mas também muitas diferenças entre estes três ex-petistas. Cristovam e Heloisa disputaram a eleição contra Lula; Marina poderá encarnar a anti-Dilma, o que faz uma diferença enorme. Os dois primeiros fizeram uma oposição ao governo pela esquerda. Marina até agora não disse qual será seu caminho. As dúvidas sobre o projeto político que defenderá, que tipo de eleitor vai buscar e a que forças irá se aliar, ainda estão no ar.
Uma avaliação mais cuidadosa da candidatura depende de respostas a algumas questões cruciais. Marina tem compromissos históricos, e notórios, com a agenda ambientalista. Até que ponto vai equilibrá-los com a defesa, necessária, de novo projeto nacional de desenvolvimento? Conseguirá não decepcionar os ambientalistas mais radicais e os santuaristas de plantão? Conseguirá refundar o PV, dando-lhe um conteúdo programático exequível? E conseguirá o PV costurar alianças que garantam estatura a sua campanha? Que tipo de aliança vai privilegiar no primeiro e no segundo turnos? Pela esquerda ou pela direita? Se a segunda hipótese se concretizar, vai dividir o palanque com demos e tucanos, esquecendo seus trinta anos de militância de esquerda? Como vai tratar José Serra: parceiro ou adversário? Aceitará apresentar-se uma anti-Dilma?
Marina é religiosa e, como religiosa, é contra o aborto, a Lei de Biosegurança, e já demonstrou simpatia pela atrasada tese do criacionismo. Ela irá buscar o voto dos crentes com um discurso conservador? Quais as bandeiras políticas, econômicas e sociais do atual governo que irá defender e com quais vai romper? Na hipótese de alcançar a presidência da República, com quais forças políticas irá compor para garantir a governabilidade? Que tipo de relacionamento manterá com os meios de comunicação? Ficará refém deles ou se rebelará contra a agenda neoliberal, conservadora e excludente da mídia hegemônica?
A clareza sobre o tipo de peça que Marina Silva representará no xadrez eleitoral de 2010 depende das respostas a questões como estas. É um enigma cuja solução está entre a mente e o coração da possível candidata, o entusiasmo que demos, tucanos e a mídia conservadora manifestam por sua candidatura, e a trajetória de trinta anos de militância no campo progressista da ex-ministra do Meio Ambiente.
Fonte: www.vermelho.org.br em 20 de Agosto de 2009 - 12h00
Quarta-feira, Agosto 19, 2009
A GOVERNANÇA VERDE
IDÉIAS-CONCEITOS PARA A SUSTENTABILIDADE
1 – Governança
Resultado do processo de interação e relacionamento entre níveis de governo, empresas, cidadãos e suas organizações na consecução de objetivos comuns planejados.
2 – Governança Ecológica
Resultado do processo de interação e relacionamento entre níveis de governo, empresas, cidadãos e suas organizações na consecução de objetivos comuns planejados capazes de implementar ou manter atividades e processos humanos e ecológicos ambientalmente sustentáveis, ou de deter os impactos sócio-ambientais negativos à sustentabilidade.
3 – Cidadão-ambiental proativo
Cidadão-gestor co-articulado, atuando em rede, construindo a sustentabilidade.
4 – Cidade-rede
Interação entre as redes sócio-ambientais existentes produzindo fluxos informacionais-técnico-científicos, gerando capital social, e promovendo desenvolvimento.
5 – Cidades Sustentáveis
Cidades em busca de políticas urbanas sustentáveis dentre cujos objetivos estejam:
Busca de equilíbrio dinâmico entre uma determinada população e a sua base ecológico-territorial, diminuindo significativamente a pressão sobre os recursos disponíveis e a desigualdades espaciais;
Ampliação da responsabilidade ecológica, aumentando a capacidade dos atores sociais de identificar as relações de interdependência entre os fenômenos e aceitar o princípio da co-responsabilidade de países, grupos e comunidades na gestão dos recursos e dos ecossistemas compartilhados, como o ar, oceanos, florestas e bacias hidrográficas;
Busca da eficiência energética, implicando redução significativa nos níveis de consumo atual, sobretudo dos combustíveis fósseis, e de fontes renováveis;
Desenvolvimento e utilização de tecnologias brandas ou ecocompatíveis, alterando progressiva e significativamente os padrões atuais do setor produtivo;
Alteração nos padrões de consumo e diminuição significativa na produção de resíduos e no uso de bens ou materiais não-recicláveis;
Recuperação de áreas degradadas e reposição do estoque dos recursos estratégicos (solo, água, cobertura vegetal);
Manutenção da biodiversidade existente.
PARA UMA AGENDA TEMÁTICA AMBIENTAL URBANA A PARTIR DAS EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS
Estratégia Ambiental e Plano de ação – Glasgow – 2006-2030
Desenvolvimento Sustentável
Mudanças Climáticas
Inserção Global
Uso de Energia
Construções sustentáveis
Transportes
Gerenciamento dos Resíduos
Controle da poluição
Patrimônio Natural e Cultural
Planejamento e Meio Ambiente
Ação Local
Educação Ambiental
Oportunidades de Negócios
Plano para a Sustentabilidade Ambiental de Toronto - 2000
Propósito de um planejamento sustentável
Estrutura do Plano
Gargalos e questões institucionais
Visão de futuro
Diagnósticos
Estratégias para uma melhor cidade: limpa, verde, e saudável
Caminhando na direção da sustentabilidade: transporte, uso de energia, desenvolvimento sustentável
Educação e conscientização
Planejamento, gerenciamento, e governança
O estado atual e o quadro da sustentabilidade
Medindo e relatando o progresso
Recomendações consolidadas
Impulsos a serem dados por uma força tarefa: plano de ação
Envolvendo a juventude nas questões da sustentabilidade
Promovendo um desenvolvimento inteligente: 100 políticas para implementação – Associação Internacional de Gestão Municipal/Rede de Crescimento Inteligente/Agência Ambiental Americana (ICMA/EPA) – USA 2002
Princípios para um crescimento inteligente
Faça uso múltiplo dos espaços
Tire vantagem do desenho compacto dos edifícios
Crie uma variedade de oportunidades e escolhas de habitação
Crie comunidades onde se possa passear livremente
Fortaleça os vínculos territoriais
Preserve espaços abertos, zonas de produção rural, belezas naturais, e áreas ambientalmente críticas
Fortaleça e direcione o desenvolvimento nas comunidades já existentes
Forneça uma variedade de opções de transporte
Torne as decisões sobre desenvolvimento previsíveis, justas, e economicamente viáveis
Estimule a participação de todo(a)s em questões de desenvolvimento
Dez passos para a sustentabilidade dos centros urbanos – Denver 1999
A habitação deve ser uma prioridade tanto política como econômica nas regiões centrais das cidades
Os centros das cidades devem ser “legíveis”
Os centros das cidades devem ser “acessíveis”
Os centros das cidades devem possuir equipamentos capazes de atrair e dar conforto aos seus visitantes e moradores
Os centros das cidades devem ser limpos e seguros
Os centros das cidades devem preservar e reutilizar os prédios antigos
As legislações regulamentadoras do uso e ocupação dos centros das cidades devem claras e dar suporte ao crescimento residencial
As cidades devem estar voltadas para o uso habitacional
O crescimento dos centros das cidades deve estar voltado para a integração com a sustentabilidade das vizinhanças
A cidade está sempre em construção e desenvolvimento
Sim, é possível! Como as municipalidades suecas melhoram o meio ambiente
Compras e serviços
Resíduos e impostos
Educação
Energia
Informação aos habitantes
Proteção à natureza
Transportes
Moradia
Estado de Washington – Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável - 2003
Metas estratégicas essenciais
Investimentos em energias renováveis
Engajamento comunitário
Emissão zero de resíduos
Inversão total dos impostos em benefícios sócio-ambientais
Educação pública de qualidade
Vitalidade econômica através da inovação no uso dos recursos naturais
Justiça social
Valorização e preservação dos recursos naturais
Recomendação de ações prioritárias:
Incremento da vitalidade econômica
Investir em energia limpa como uma grande oportunidade de desenvolvimento
Criar um instituto para inovação e desenvolvimento sustentável
Tomar ações sobre a questão dos recursos críticos
Contribuir para os objetivos de redução das emissões de gases-estufa e mitigação dos seus efeitos
Sustentabilidade dos Recursos Naturais da Cidade
Liderar pelo exemplo
Adotar padrões de desenvolvimento industrial/comercial baseados no desenvolvimento limpo e na sustentabilidade, em especial, nos empreendimentos públicos
Estabelecer metas de sustentabilidade nos contratos públicos de mercadorias, obras e serviços
Alinhar as decisões de gastos dos governos com os princípios da sustentabilidade do desenvolvimento
Prover incentivos
Implementar políticas públicas de recolhimento e uso de impostos, direcionando-os para a reversão de processos negativamente impactantes ao meio ambiente
Prover os atores locais de autonomia para implementação de iniciativas inovadoras para o alcance das metas de sustentabilidade
Construir consciências e medir os progressos
Engajar e informar cidadãos e grupos de interesse acerca da sustentabilidade
Definir, documentar, e comunicar os progressos alcançados na direção da sustentabilidade do desenvolvimento
1 – Governança
Resultado do processo de interação e relacionamento entre níveis de governo, empresas, cidadãos e suas organizações na consecução de objetivos comuns planejados.
2 – Governança Ecológica
Resultado do processo de interação e relacionamento entre níveis de governo, empresas, cidadãos e suas organizações na consecução de objetivos comuns planejados capazes de implementar ou manter atividades e processos humanos e ecológicos ambientalmente sustentáveis, ou de deter os impactos sócio-ambientais negativos à sustentabilidade.
3 – Cidadão-ambiental proativo
Cidadão-gestor co-articulado, atuando em rede, construindo a sustentabilidade.
4 – Cidade-rede
Interação entre as redes sócio-ambientais existentes produzindo fluxos informacionais-técnico-científicos, gerando capital social, e promovendo desenvolvimento.
5 – Cidades Sustentáveis
Cidades em busca de políticas urbanas sustentáveis dentre cujos objetivos estejam:
Busca de equilíbrio dinâmico entre uma determinada população e a sua base ecológico-territorial, diminuindo significativamente a pressão sobre os recursos disponíveis e a desigualdades espaciais;
Ampliação da responsabilidade ecológica, aumentando a capacidade dos atores sociais de identificar as relações de interdependência entre os fenômenos e aceitar o princípio da co-responsabilidade de países, grupos e comunidades na gestão dos recursos e dos ecossistemas compartilhados, como o ar, oceanos, florestas e bacias hidrográficas;
Busca da eficiência energética, implicando redução significativa nos níveis de consumo atual, sobretudo dos combustíveis fósseis, e de fontes renováveis;
Desenvolvimento e utilização de tecnologias brandas ou ecocompatíveis, alterando progressiva e significativamente os padrões atuais do setor produtivo;
Alteração nos padrões de consumo e diminuição significativa na produção de resíduos e no uso de bens ou materiais não-recicláveis;
Recuperação de áreas degradadas e reposição do estoque dos recursos estratégicos (solo, água, cobertura vegetal);
Manutenção da biodiversidade existente.
PARA UMA AGENDA TEMÁTICA AMBIENTAL URBANA A PARTIR DAS EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS
Estratégia Ambiental e Plano de ação – Glasgow – 2006-2030
Desenvolvimento Sustentável
Mudanças Climáticas
Inserção Global
Uso de Energia
Construções sustentáveis
Transportes
Gerenciamento dos Resíduos
Controle da poluição
Patrimônio Natural e Cultural
Planejamento e Meio Ambiente
Ação Local
Educação Ambiental
Oportunidades de Negócios
Plano para a Sustentabilidade Ambiental de Toronto - 2000
Propósito de um planejamento sustentável
Estrutura do Plano
Gargalos e questões institucionais
Visão de futuro
Diagnósticos
Estratégias para uma melhor cidade: limpa, verde, e saudável
Caminhando na direção da sustentabilidade: transporte, uso de energia, desenvolvimento sustentável
Educação e conscientização
Planejamento, gerenciamento, e governança
O estado atual e o quadro da sustentabilidade
Medindo e relatando o progresso
Recomendações consolidadas
Impulsos a serem dados por uma força tarefa: plano de ação
Envolvendo a juventude nas questões da sustentabilidade
Promovendo um desenvolvimento inteligente: 100 políticas para implementação – Associação Internacional de Gestão Municipal/Rede de Crescimento Inteligente/Agência Ambiental Americana (ICMA/EPA) – USA 2002
Princípios para um crescimento inteligente
Faça uso múltiplo dos espaços
Tire vantagem do desenho compacto dos edifícios
Crie uma variedade de oportunidades e escolhas de habitação
Crie comunidades onde se possa passear livremente
Fortaleça os vínculos territoriais
Preserve espaços abertos, zonas de produção rural, belezas naturais, e áreas ambientalmente críticas
Fortaleça e direcione o desenvolvimento nas comunidades já existentes
Forneça uma variedade de opções de transporte
Torne as decisões sobre desenvolvimento previsíveis, justas, e economicamente viáveis
Estimule a participação de todo(a)s em questões de desenvolvimento
Dez passos para a sustentabilidade dos centros urbanos – Denver 1999
A habitação deve ser uma prioridade tanto política como econômica nas regiões centrais das cidades
Os centros das cidades devem ser “legíveis”
Os centros das cidades devem ser “acessíveis”
Os centros das cidades devem possuir equipamentos capazes de atrair e dar conforto aos seus visitantes e moradores
Os centros das cidades devem ser limpos e seguros
Os centros das cidades devem preservar e reutilizar os prédios antigos
As legislações regulamentadoras do uso e ocupação dos centros das cidades devem claras e dar suporte ao crescimento residencial
As cidades devem estar voltadas para o uso habitacional
O crescimento dos centros das cidades deve estar voltado para a integração com a sustentabilidade das vizinhanças
A cidade está sempre em construção e desenvolvimento
Sim, é possível! Como as municipalidades suecas melhoram o meio ambiente
Compras e serviços
Resíduos e impostos
Educação
Energia
Informação aos habitantes
Proteção à natureza
Transportes
Moradia
Estado de Washington – Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável - 2003
Metas estratégicas essenciais
Investimentos em energias renováveis
Engajamento comunitário
Emissão zero de resíduos
Inversão total dos impostos em benefícios sócio-ambientais
Educação pública de qualidade
Vitalidade econômica através da inovação no uso dos recursos naturais
Justiça social
Valorização e preservação dos recursos naturais
Recomendação de ações prioritárias:
Incremento da vitalidade econômica
Investir em energia limpa como uma grande oportunidade de desenvolvimento
Criar um instituto para inovação e desenvolvimento sustentável
Tomar ações sobre a questão dos recursos críticos
Contribuir para os objetivos de redução das emissões de gases-estufa e mitigação dos seus efeitos
Sustentabilidade dos Recursos Naturais da Cidade
Liderar pelo exemplo
Adotar padrões de desenvolvimento industrial/comercial baseados no desenvolvimento limpo e na sustentabilidade, em especial, nos empreendimentos públicos
Estabelecer metas de sustentabilidade nos contratos públicos de mercadorias, obras e serviços
Alinhar as decisões de gastos dos governos com os princípios da sustentabilidade do desenvolvimento
Prover incentivos
Implementar políticas públicas de recolhimento e uso de impostos, direcionando-os para a reversão de processos negativamente impactantes ao meio ambiente
Prover os atores locais de autonomia para implementação de iniciativas inovadoras para o alcance das metas de sustentabilidade
Construir consciências e medir os progressos
Engajar e informar cidadãos e grupos de interesse acerca da sustentabilidade
Definir, documentar, e comunicar os progressos alcançados na direção da sustentabilidade do desenvolvimento
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